Deixar de Fumar I …

Fumar ou não fumar? …
…Eis a questão!
Eis uma pergunta muito actual e pertinente nos dias que se aproximam, contudo antes de decidir como responder e a atitude a tomar, devemos compreender e conhecer os comportamentos, que nós Humanos temos face ao Tabaco.
O que é o Tabaco afinal?
Não podemos ignorar que já nos relacionamos historicamente com o Tabaco, planta herbácea, originária da ilha de Tabago, cujas folhas depois de secas, se fumam, se cheiram e/ou se mastigam. O seu passado remete-nos aos tempos dos Maias, Incas e Aztecas entre os Séc.s VI e VII, o que só por si já diz alguma coisa… pelo menos sobre a dificuldade que temos em viver livres do Tabaco e do objecto de desejo que este é para o ser Humano.
O Tabaco apareceu como agente de significado cultural/ritual (cachimbo da paz…), agente com valor medicinal e associado a várias formas de prazer.
Teve igualmente várias denominações ao longo da sua evolução:
Séc. XVI «Erva Santa»,
Séc. XVII «Erva do Diabo»,
Séc. XVIII Sucesso do Rapé,
Séc. XIX Charuto e Cigarro,
Séc. XX Aparecimento da Mecanização do Fabrico do Cigarro.
Na realidade…, o cigarro apresenta-se actualmente muito diferente do seu passado. O seu consumo que era habitualmente tolerado, constantemente publicitado, bem como associado a grandes marcas, e figuras públicas ( que por sinal eram pagas a peso de ouro). O tabaco, começa assim, em pleno Séc. XXI, a ser um mal amado por muitos. Para isto contribui, entre outras, a imagem do cigarro que é produzido em poderosas empresas tabaqueiras que não olham a meios para atingir fins, que escondem nos seus mais de 4000 componentes, substancias tóxicas como: Alcatrão, Nicotina, Monóxido de Carbono, Substancias Irritantes, Amónio, Acetona, Naftalina, Formol… ignorando os seus malefícios para a saúde de todos. Será essa uma ignorância “ingénua”, ou “proveitosa”?
Destes componentes, saliento especialmente a Nicotina, porque já faz as delícias das empresas farmacêuticas pela sua utilização como recurso e/ou complemento à psicoterapia. Falo das chamadas terapias de substituição, (por ex. pastilhas de nicotina que são utilizadas para diminuir a síndrome de abstinência da Nicotina dos consumidores), como todos podemos verificar facilmente todos os dias nos anúncios publicitários das nossas TV`s.
Isto, claro está, porque a Nicotina cria dependência no consumidor, e com ela todas as perturbações e dificuldades de reabilitação (como já tenho dito anteriormente, e para mais informações ver o post Dependência…).
Tal facto, leva à repressão social do Tabaco, pela população informada de uma forma geral e, em particular com enquadramentos legais específicos que permitam aos fumadores e não fumadores defenderem os seus direitos e deveres sem desrespeitarem o(s) outro(s) mutuamente.
Há milhares de boas razões para dizer adeus aos cigarros:...
Talvez esteja cansado de cheirar como um cinzeiro,
Talvez custe desperdiçar tantos euros todos os anos,
Talvez gostasse de acabar com as dificuldades de respiração,
Ou talvez se sinta deprimido quando verificar que é das poucas pessoas que se sentam na zona para fumadores…
Além do mais, não é muito animador saber que o desempenho sexual pode estar diminuído, quer se seja homem ou mulher.
Isto tudo sem desenvolver muito o interminável rol de complicações para a sua saúde como: Cancro, Doença Cardíaca, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, Insuficiência Renal, “Tosse de Fumador”…
Sendo algumas destas, principais causas de morte (DPOC, Doença Cardíaca) que se arrastam por longos períodos de agudização dos sintomas. Ou seja, as mortes por doenças do tabaco não são geralmente mortes rápidas.
Podemos dizer que em média, cerca de 8 em cada 10 não fumadores vive mais de 70 anos, pelo contrário só metade dos fumadores crónicos vivem mais de 70 anos.
Ainda quer mais razões?
(cont.)

