Deixar de Fumar III…

Já que o fumar, o fumo, o tabaco, o fumador e o não fumador já foram alvo de atenção será pertinente por fim dar também atenção, paradoxalmente, aos factores iniciais que nos condicionam para responder à questão do querer ou não querer, do deixar ou não deixar de querer fumar e/ou de ser fumador que antecede todos os passos dos fumadores que o pretendem deixar de ser.
Quer deixar de querer fumar (cigarros...)?
Quer deixar de querer ser fumador (dependente...)?
Como vai deixar de querer?
Antes de mais o querer pode ser objectivamente avaliado apesar da sua subjectividade, basta-nos mensurar para isso a nossa Motivação, já o deixar e/ou o corte ou o finalizar com isto ou aquilo de forma definitiva levanta muitas dúvidas relativas à sua efectiva e objectiva materialização a longo prazo e com sustentabilidade.
Quero com isto dizer que, o deixar algo ou seja, a perda de um objecto significativo (perder/deixar de querer/gostar…) pode ser acompanhado de uma inicial e falsa percepção de auto-controlo, "Eu sou feliz assim, da minha vida sei eu..." "Se eu quiser deixar isto ou aquilo eu deixo." entre outros exemplos, no entanto o controlo do não controlável pode levar a recaídas ou à substituição desse objecto por outro aparentemente diferente e aparentemente controlado. Ou que nos permita voltar de alguma forma a estabelecer a relação ou a dinâmica desejada com o objecto/ a coisa/ a pessoa… Refiro-me nada mais nada menos que ao vazio, que tal mudança provoca sempre e, às suas consequências directas nos individuos que o sofrem. Sendo humanamente compreensivel que algum objecto que se destroi deixe um espaço vazio que não raras vezes é substituido por um outro que tem muitas semelhanças com o anterior repetindo assim (e com uma falsa percepção de segurança, estabilidade, equilibrio...) a dinamica relacional do objecto anterior.
Esta situação tem tudo que ver com o facto de sermos Humanos e termos de gerir a perda de algo/alguém que se deseja(va) tendo com isto que apreender a assumir e/ou a gerir a nossa negada Humana solidão.
Como vai deixar de querer?
Antes de mais o querer pode ser objectivamente avaliado apesar da sua subjectividade, basta-nos mensurar para isso a nossa Motivação, já o deixar e/ou o corte ou o finalizar com isto ou aquilo de forma definitiva levanta muitas dúvidas relativas à sua efectiva e objectiva materialização a longo prazo e com sustentabilidade.
Quero com isto dizer que, o deixar algo ou seja, a perda de um objecto significativo (perder/deixar de querer/gostar…) pode ser acompanhado de uma inicial e falsa percepção de auto-controlo, "Eu sou feliz assim, da minha vida sei eu..." "Se eu quiser deixar isto ou aquilo eu deixo." entre outros exemplos, no entanto o controlo do não controlável pode levar a recaídas ou à substituição desse objecto por outro aparentemente diferente e aparentemente controlado. Ou que nos permita voltar de alguma forma a estabelecer a relação ou a dinâmica desejada com o objecto/ a coisa/ a pessoa… Refiro-me nada mais nada menos que ao vazio, que tal mudança provoca sempre e, às suas consequências directas nos individuos que o sofrem. Sendo humanamente compreensivel que algum objecto que se destroi deixe um espaço vazio que não raras vezes é substituido por um outro que tem muitas semelhanças com o anterior repetindo assim (e com uma falsa percepção de segurança, estabilidade, equilibrio...) a dinamica relacional do objecto anterior.
Esta situação tem tudo que ver com o facto de sermos Humanos e termos de gerir a perda de algo/alguém que se deseja(va) tendo com isto que apreender a assumir e/ou a gerir a nossa negada Humana solidão.
Assim como tem tudo que ver, com a(s) experiencias de perda(s) ou mudança(s) individual passadas que implicaram um corte igualmente pessoal e individual com o seu próprio Eu, anterior e conhecido, ou seja, implica (re)formular (re)direccionar o que se esperava, o que se conhecia e o que se idealizava. Para tal será necessário cortar/destruir isto ou aquilo para voltar a unir/construir isto ou aquilo não de forma repetitiva e patológica, mas com crescimento pessoal e através da(s) reparação(es) do vazio, do medo de aniquilação da(s) coisas valorizadas no objecto destruido/perdido (re)construindo e (re)descobrindo a sua autonomia, os seus desejos e os seus medos.
Retomando o querer e o não querer inicial, já diz o ditado popular:
Quem não pode o que quer, deve querer o que pode!...
Pode o que quer?
Talvez deva querer pensar em algumas destas questões:
Porque razão queres deixar de fumar?
(Cansaço, medo, farto(a) da dependência)
Queres deixar de fumar completamente?
(Reduzir, definitivo ou ocasional)
Qual o esforço que queres/vais fazer para deixar de fumar?
(Muito, moderado, pouco ou nenhum)
Acreditas que podes deixar de fumar?
(Seguro(a), esperançado(a), inseguro(a))
Quem quer/deseja que deixes de fumar?
(Próprio, outros ou ambos)
Quando vais querer deixar de fumar?
(Dias, semanas, meses ou mais tarde)
Porque é que tens querido fumar até agora?
(Todos fumam, dificuldade de deixar, desconhecimento de como deixar)
Estas são apenas algumas das questões possíveis de elaborar entre outras tantas que se pretendem que o leitor levante no seu processo de mentalização, análise e discussão sobre as problemáticas.
Entre o querer e o não querer, vamos caminhando por um caminho incerto, certos da mudança a cada passo.
Quem não pode o que quer, deve querer o que pode!...
Pode o que quer?
Talvez deva querer pensar em algumas destas questões:
Porque razão queres deixar de fumar?
(Cansaço, medo, farto(a) da dependência)
Queres deixar de fumar completamente?
(Reduzir, definitivo ou ocasional)
Qual o esforço que queres/vais fazer para deixar de fumar?
(Muito, moderado, pouco ou nenhum)
Acreditas que podes deixar de fumar?
(Seguro(a), esperançado(a), inseguro(a))
Quem quer/deseja que deixes de fumar?
(Próprio, outros ou ambos)
Quando vais querer deixar de fumar?
(Dias, semanas, meses ou mais tarde)
Porque é que tens querido fumar até agora?
(Todos fumam, dificuldade de deixar, desconhecimento de como deixar)
Estas são apenas algumas das questões possíveis de elaborar entre outras tantas que se pretendem que o leitor levante no seu processo de mentalização, análise e discussão sobre as problemáticas.
Entre o querer e o não querer, vamos caminhando por um caminho incerto, certos da mudança a cada passo.

