Deixar de Fumar II …

No penúltimo post uma pergunta ficou no ar, tentarei assim dar continuidade à compreensão das dificuldades que os fumadores vivem no seu deixar de fumar. Objectivando que o leitor formule novas questões de particular sentido e/ou significado.
Assim como conhecemos o Tabaco, a sua natureza, história e dinâmica em Deixar de Fumar I, devemos igualmente conhecer e compreender a natureza, história e dinâmicas relacionais do Fumador.
Reforço desde já uma questão que é ao mesmo tempo paradoxal. É ou não verdade que, por um lado, o Homem é um animal racional (como ouvimos muitas vezes na boca de muitos…)?
É mas por outro lado, como justificamos então a tão difícil e penosa tarefa para tantos de “racionalmente” deixarem simplesmente de fumar?
Já diz o velho ditado…
Assim como conhecemos o Tabaco, a sua natureza, história e dinâmica em Deixar de Fumar I, devemos igualmente conhecer e compreender a natureza, história e dinâmicas relacionais do Fumador.
Reforço desde já uma questão que é ao mesmo tempo paradoxal. É ou não verdade que, por um lado, o Homem é um animal racional (como ouvimos muitas vezes na boca de muitos…)?
É mas por outro lado, como justificamos então a tão difícil e penosa tarefa para tantos de “racionalmente” deixarem simplesmente de fumar?
Já diz o velho ditado…
«Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe!»
Refiro-me especialmente ao facto de todos sabermos hoje, e é “racionalmente” esperado por todos, que todos aceitem a verdade incontestável dos efeitos negativos do Tabaco. Contudo, nem por isso nos comprometemos a cumprir à risca com o que devíamos: reduzir as ameaças à nossa integridade e por em primeiro lugar a segurança, saúde e a sobrevivência acima de tudo.
Em vez disso, deixamos que a força do hábito (do tabaco entre outros…) nos vença.
Porquê?
Talvez porque assim o desejamos e porque nem sempre é a Razão, Racionalidade e/ou a nossa Consciência que determina os nossos comportamentos, principalmente os de risco.
São também culpados, os “esquecidos”, “negados” ou “parentes pobres” dos nossos afectos, sentimentos, emoções, valores culturais que se fazem acompanhar pela “outra face” duma mesma moeda, um inconsciente que teima em dificultar-nos a vida consciente, voluntária e racional mas que nos dota de desejo entre outros.
O Homem como fumador não perde a sua natureza. Por outras palavras não deixa de ser um animal racional e, irracional, consciente e, inconsciente, ser de pensamento e, sentimento, de emoção e, desejo, de cultura e, modas, de acção e, reacção, de fantasia, temporalidade, espaço/s, comportamento/s e personalidade.
Homem fumador ou não, não dissocia os seus comportamentos da sua natureza e personalidade.
E já agora, partindo do princípio que a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro, podemos colocar uma outra questão relevante, é a de que fumar ou não fumar, não é um problema que só diz respeito aos fumadores!
E tal facto é facilmente verificado no que concerne ao fumo passivo, ou fumo do Tabaco existente no ar ambiente, que é inalado ou respirado por todos nós.
Logo os fumadores passivos são hoje uma preocupação de todos e para todos. Isto porque estão sujeitos à imposição de consequências como: irritação em geral, dores de cabeça, tonturas e náuseas, fadiga, entre outros, sem que para tal tenham contribuído (ex:. trabalhadores, crianças, pessoas dependentes…).
Parece-me que tal como as nossas diferenças individuais, nem sempre somos pessoas de deveres e direitos iguais, falo dos danos e das vítimas do Tabaco/Fumo alheio. Vitimas estas que devem ser reparados os seus danos, tal como em outros acidentes do nosso dia-a-dia, contudo seriam danos prevenidos por todos numa sociedade idealizada.
Não nos podemos esquecer do direito que todos temos a respirar ar limpo, contudo devemos ter sempre presente que fumar é uma dependência e que pode ser muito difícil para as pessoas absterem-se de o fazer! Somos Humanos…!
E para que não comece, no caso de ser fumador, a ouvir:
“Perigo fumador à vista!”
Deverá ao pensar nestas questões do tabagismo começar a pensar na hipótese de deixar de fumar.
Para o(a) ajudar existem várias técnicas e métodos de desabituação tabágica que poderão facilitar-lhe a vida na sua conquista de deixar de fumar, basta que para isso se sinta motivado ou o deseje.
Mas não se esqueça que deixar de fumar pode, no início, ser desagradável bem como ser de grande dificuldade prevenir possíveis recaídas.
Exemplo disto são os pensamentos muito frequentes como:
…“Se só for nas festas não há problemas”
“Se for só um consegue-se controlar”…
E outras situações em que fumar teve um papel importante na vida, geralmente verifica-se que o Tabaco está presente em momentos prazerosos (festas), está presente com os amigos ou pessoas significativas ou, fumar como compensação afectiva de perturbações emocionais.
Queres deixar de fumar?
(cont.)
Refiro-me especialmente ao facto de todos sabermos hoje, e é “racionalmente” esperado por todos, que todos aceitem a verdade incontestável dos efeitos negativos do Tabaco. Contudo, nem por isso nos comprometemos a cumprir à risca com o que devíamos: reduzir as ameaças à nossa integridade e por em primeiro lugar a segurança, saúde e a sobrevivência acima de tudo.
Em vez disso, deixamos que a força do hábito (do tabaco entre outros…) nos vença.
Porquê?
Talvez porque assim o desejamos e porque nem sempre é a Razão, Racionalidade e/ou a nossa Consciência que determina os nossos comportamentos, principalmente os de risco.
São também culpados, os “esquecidos”, “negados” ou “parentes pobres” dos nossos afectos, sentimentos, emoções, valores culturais que se fazem acompanhar pela “outra face” duma mesma moeda, um inconsciente que teima em dificultar-nos a vida consciente, voluntária e racional mas que nos dota de desejo entre outros.
O Homem como fumador não perde a sua natureza. Por outras palavras não deixa de ser um animal racional e, irracional, consciente e, inconsciente, ser de pensamento e, sentimento, de emoção e, desejo, de cultura e, modas, de acção e, reacção, de fantasia, temporalidade, espaço/s, comportamento/s e personalidade.
Homem fumador ou não, não dissocia os seus comportamentos da sua natureza e personalidade.
E já agora, partindo do princípio que a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro, podemos colocar uma outra questão relevante, é a de que fumar ou não fumar, não é um problema que só diz respeito aos fumadores!
E tal facto é facilmente verificado no que concerne ao fumo passivo, ou fumo do Tabaco existente no ar ambiente, que é inalado ou respirado por todos nós.
Logo os fumadores passivos são hoje uma preocupação de todos e para todos. Isto porque estão sujeitos à imposição de consequências como: irritação em geral, dores de cabeça, tonturas e náuseas, fadiga, entre outros, sem que para tal tenham contribuído (ex:. trabalhadores, crianças, pessoas dependentes…).
Parece-me que tal como as nossas diferenças individuais, nem sempre somos pessoas de deveres e direitos iguais, falo dos danos e das vítimas do Tabaco/Fumo alheio. Vitimas estas que devem ser reparados os seus danos, tal como em outros acidentes do nosso dia-a-dia, contudo seriam danos prevenidos por todos numa sociedade idealizada.
Não nos podemos esquecer do direito que todos temos a respirar ar limpo, contudo devemos ter sempre presente que fumar é uma dependência e que pode ser muito difícil para as pessoas absterem-se de o fazer! Somos Humanos…!
E para que não comece, no caso de ser fumador, a ouvir:
“Perigo fumador à vista!”
Deverá ao pensar nestas questões do tabagismo começar a pensar na hipótese de deixar de fumar.
Para o(a) ajudar existem várias técnicas e métodos de desabituação tabágica que poderão facilitar-lhe a vida na sua conquista de deixar de fumar, basta que para isso se sinta motivado ou o deseje.
Mas não se esqueça que deixar de fumar pode, no início, ser desagradável bem como ser de grande dificuldade prevenir possíveis recaídas.
Exemplo disto são os pensamentos muito frequentes como:
…“Se só for nas festas não há problemas”
“Se for só um consegue-se controlar”…
E outras situações em que fumar teve um papel importante na vida, geralmente verifica-se que o Tabaco está presente em momentos prazerosos (festas), está presente com os amigos ou pessoas significativas ou, fumar como compensação afectiva de perturbações emocionais.
Queres deixar de fumar?
(cont.)

